Baleia Azul não é só um jogo. É um pedido de socorro.

Estamos vivendo em um mundo doente e triste, e o jogo Baleia Azul é só um reflexo do que está acontecendo silenciosamente com nossos jovens. Pais ocupados demais com seus trabalhos estão criando jovens cada vez mais conectados à internet e desconectados de si mesmos.

A adolescência é um período de muitas mudanças, descobertas, dúvidas e medos. Um turbilhão de emoções acontecem a todo momento. E muitas vezes, sem saber como lidar com isso sozinhos, os adolescentes deixam de ser quem são de fato e procuram um grupo para pertencer e se sentir aceito. Essa sensação de pertencimento faz parte do ser humano em qualquer fase de sua vida, mas nos adolescentes isso tem consequência bem desagradáveis como temos visto ultimamente com as notícias sobre o Baleia Azul.

Antes de qualquer preconceito contra os jovens que “entraram nessa onda” é preciso entender mais a fundo o que os leva a participar de um jogo ligado diretamente a automutilação e ao autoextermínio.

Eu como mãe, fico perplexa e assustada com tamanha violência, com tamanha audácia e tamanha falta de amor no coração das pessoas que criaram este jogo. E como psicóloga, constato o quanto as pessoas estão solitárias, vivendo em um mundo à parte; como a doença mental se instala e as pessoas não percebem, não buscam ajuda ou acham que não precisam de apoio. Depressão é uma doença séria e precisa ser tratada  com responsabilidade.

Você já parou pra pensar que essa pode ser uma forma que eles encontraram para pedir socorro? Será que não foi a forma que eles encontraram, infelizmente, para chamar a atenção dos pais e mostrar que algo de errado está acontecendo?

Por isso, é muito importante que os pais fiquem atentos ao comportamento de seus filhos. Eles precisam enxergar além das aparências e perceber quando algo está os afligindo.

Se você tem um adolescente em casa procure conversar mais com ele. Mostre interesse pelo que ele faz ou gosta; conheça os amigos; deixe ele saber que você se importa com ele. Passe mais tempo junto, sem fazer nada, conversando sobre as coisas da vida, contando casos de sua infância, leia para seu filho, converse sobre a história do livro, vá ao cinema, coma pipoca. Nossos filhos não querem luxo, eles só querem nossa presença, nosso carinho, nossa atenção, nosso amor!

Abrace, beije, faça cafuné, converse, role no chão, brinque. Não perca a chance de viver uma relação saudável e amorosa com eles. Não podemos deixar nossos filhos entregues aos bichos do mundo.