Qual o atual cenário da mulher no mercado de trabalho?

Feito por mulheres e para as mulheres, o evento contou com a jornalista Inácia Soares como apresentadora.

A programação contou com debate muito expressivo sobre assédio sexual e moral dentro das empresas, além de palestras como “A trajetória das Profissionais Brasileiras” e “A Jornada das Mulheres Criativas”.

Um momento muito marcante foi a apresentação de quatro profissionais da área de Recursos Humanos, onde cada uma teve a oportunidade de falar um pouco mais sobre suas experiências e a forma como enxergam as desigualdades entre homens e mulheres dentro do mundo corporativo. Elas ressaltaram as grandes transformações pelas quais as mulheres profissionais estão passando e sobre como os desafios estão sendo vencidos. Inclusive, muito se falou sobre ambientes menos masculinizados e na importância da parceria que deve existir entre homens e mulheres, com o objetivo de oferecer maior leveza para as organizações.

Durante o evento também foram apresentados os resultados de um estudo feito pela pesquisadora Juliana Andrade, onde ela entrevistou mais de 3.500 mulheres. A pesquisa mostrou que a grande maioria das mulheres desejam crescer profissionalmente, desde que isso não custe ter que sacrificar sua vida pessoal e familiar. Os dados revelaram também que 42% das entrevistas conseguem ver os seus filhos apenas de 2 a 4 horas por dia. De forma particular este número me chocou bastante, pois sei bem a importância que existe em poder acompanhar e participar ativamente da vida do meu filho.

A Jornada da Mulher Criativa

Uma das coisas que também mais me chamara a atenção durante o evento da ABRH foi a palestra “Jornada da Mulher Criativa”. A palestrante Alessandra Alkimim tratou como muita leveza e clareza sobre pontos fundamentais em nossa rotina.

Alessandra Alkimin defende o ciclo: Autoconhecimento - Resiliência - Vulnerabilidade - Consciência coletiva - Conhecimento ampliado - Coragem - Espírito Empreendedor - Empoderamento e Confiança Criativa.

Foi muito importante notar que todos os tópicos abordados remetem diretamente aos assuntos que trabalho com minhas clientes no programa de Coaching para Mulheres.

Além destes pontos, a palestrante falou também sobre o caos que está instalado neste nosso tempo de correria, onde tudo é urgente. Ela denominou esse momento como VUCA, uma sigla para volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, que são situações que estamos vivendo na atualidade.

Outros termos utilizados ao longo da apresentação e que chamaram bastante a atenção foram:

TESARAC:  períodos da história onde ocorrem mudanças sociais e culturais significativas, em que a situação e a sociedade se tornam mais confusas e caóticas até conseguirem se reorganziar.

QUARTERVOIS: palavra francesa que quer dizer encruzilhada, decisão crítica ou ponto de virada na vida de alguém.

Como resultado da participação deste evento fica ainda aquela sensação de saber que o trabalho com o Coaching para Mulheres está seguindo um caminho muito bonito, mas que também é preciso fazer com que as mulheres acreditem mais em si, no seu talento e potencial. As mulheres não podem mais viver infelizes e insatisfeitas com o modelo ultrapassado de mercado de trabalho como a maioria encontra ainda hoje.

Disso tudo fica aqui um questionamento: De que forma podemos contribuir  para alinhar o feminino e o mundo corporativo?